[Reading] ➶ Flores By Afonso Cruz – Agedanna.info

Flores 8,5 de 10 Aqui est um livro para saborear, sem pressas, para podermos absorver toda a mensagem nele contida.Fui apresenta o do livro no passado dia 30 de Setembro, apresenta o que ficou a cargo de Jos Eduardo Agualusa Na altura, Jos Eduardo disse uma coisa que retive e que me faz agora todo o sentido, disse que algu m que escreve da forma como Afonso Cruz escreve, s pode ser uma pessoa muito especial E verdade, algu m que escreve desta forma, tem que ter um dom As p ginas 79 e 80 s o claro exemplo disso, bastaram estes par grafos, para a leitura de todo o livro j valer a pena.Coment rio completo em E quando eu pensava que n o fosse poss vel, este homem deixou me outra vez sem palavras Fiquei confusa N o que a hist ria n o seja clara, que a narra o n o seja coesa Mas o estilo, se que lhe posso chamar assim Um desfile t o incongruente de personagens estranhas que atira o livro para o limbo entre o misticismo de um autor sul americano e a contemporaneidade de um Jos Lu s Peixoto A insist ncia do autor em que todos sejam esquisitos, em que abram a boca por tr s p ginas de mon logo, cai me mal n o me palp vel Isto cada personagem que surge, vem com o prop sito de contar epis dios mirabolantes da sua vida pisar lagartixas, ter voca o para palha o, prometer que s volta a chorar quando Constantinopla voltar para m os gregas, etc Resumindo, n o encontrei grande originalidade no quadro geral casamento em ru nas, crian a pequena e afectada por essa mudan a, velhote solit rio e v tima da degenera o das suas capacidades mentais, neste caso a mem ria E ent o a personagem principal, cujo nome n o julgo ter apanhado ao longo das 275 p ginas, interessa se pelo passado que o seu vizinho, o senhor Ulme, esqueceu devido a um aneurisma Compromete se a recuperar lho, e assim que come a o desfile dos mon logos das in meras personagens, todas com alcunhas, passados esquisitos, cada uma com um ngulo diferente a respeito do senhor Ulme Esta a parte que apreciei que uns o pintem como tirano, outros como um deus benevolente Lamento apenas o facto de n o ter considerado o enredo muito original, li r pido porque os cap tulos s o pequenos, a linguagem muito acess vel com aquela repeti o em que todos os nossos grandes recaem, como se por repetir a mesma frase at exaust o desse um selo de qualidade ao texto Gosto do ego smo, narcisismo e ego evidentes em cada personagem, nesse sentido que um livro humano De resto, parece me um lirismo um tanto for ado N o desisto de Afonso Cruz primeira, mas confesso que esperava bem melhor de um autor publicado na Bulg ria. A minha admira o por Afonso Cruz come ou com o livro Os Livros que Devoraram o Meu Pai Fiquei rendida sua escrita, sua criatividade e sua incr vel capacidade de contar hist rias de uma forma sublime Vislumbrei este livro na biblioteca e n o hesitei um livro muito bonito sobre amizade, a capacidade de perdoar Um livro sobre a Verdade A verdade que dizemos a n s pr prios e aos outros Uma hist ria em que a no o de cuidar do outro ganha um novo sentido para mim N o um livro que nos deixe um sorriso na cara, mas que nos faz pensar muito bom ler livros assim Pensar bom e pensar sobre livros preciso Mais um bom livro de Afonso Cruz. At me sinto mal, no meio de tantas estrelas, em fazer uma avalia o menos boa Mas a verdade que n o gostei nada deste livro de Afonso Cruz Adorei todos os livros sem excep o, at este Pensemos assim h sempre um esquisito que n o gosta de chocolate eu A meu ver, o livro uma s rie de mon logos de personagens estereotipadas o tipo de meia idade que come a a ganhar barriga e se divorcia, a esposa ignorada, o marido incapaz de uma palavra amorosa para a esposa e que a trata abaixo de c o, a amante espiritualista, a menina bem comportada, o velhinho que come a a perder a mem ria com o defeito que muitos destes mon logos n o me disseram absolutamente nada normalmente tiro frases bel ssimas dos livros do autor, n o foi este o caso Falta lhe um fio condutor, faltam acontecimentosN o h ali uma coer ncia narrativa, a meu ver um livro que precisava de amadurecimento Termino com a melhor parte do livro Porque viver n o tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver precisamente o oposto, aquilo que n o fazemos todos os dias E a mesma ideia repetida noutra p gina Tenho a certeza de que a vida morre com a rotina e n o com a morte, e que o h bito nos petrifica, um dia olhamo nos ao espelho e estamos transformados em est tuas Mais um livro daquele eu j considero um dos meus autores preferidos.Como sempre o ponto de partida de Afonso Cruz a vida, o dia a dia, o rame rame de todos os dias abrilhantado por personagens nicas, e com situa es muto invulgares, que ao mesmo tempo n o parecem demasiado il gicas ou imposs veis Leio os livros dele sempre com a certeza de ir encontrar estes elementos.Este livro retrata uma s rie de situa es, maus uma vez da vid de todos os dias, com um ponto central de um idoso que perdeu a mem ria e de um jornalista, com o casamento em ruinas que o tenta ajudar H ainda 3 irm s que abrilhantam a hist ria e que s o a raz o de ser deste romance.H temas como um casamento em pleno desenlace, as perdidos, vingan a, medo, dios.A escrita maravilhosa de Afonso Cruz e a capacidade de ele conseguir descrever um fio de pensamento que qualquer um de n s poderia ter, os processos mentais pelos quais n s explicamos a n s pr prios at aquilo que n o queremos admitir feita de uma forma magistral e ver dica As personagens s nicas e 3D Conseguimos ver atrav s delas e reconhec las como humanas, como n s poder amos ser se o acaso do destino interviesse nesse sentido Tamb m s o hist rias que me deixam sempre a pensar que apesar de j ter terminado este livro h alguns dias, ainda continuo a pensar muito nele E h uma frase de um dos personagens que n o vai sair da minha cabe a t o cedo.Portanto, se procuram excelente escrita e personagens quirky mas n o rid culos, este um escritor e um livro para v s. 4 e n o 5 estrelas, porque imperdo vel que Afonso Cruz, especialmente Afonso Cruz, comece e acabe mal um livro que soube construir de forma t o inteligente Digo sempre isto, mas n o posso deixar de me repetir Afonso Cruz n o para todas as sensibilidades um pouco semelhan a do valter hugo m e.Nem sei bem dizer o que esperava de um livro com o t tulo Flores , mas n o era nada do que encontrei p gina ap s p gina Na verdade, nem consigo resumir esta hist ria por muito que vos quisesse dar spoilers S lendo Como n o gostar de Afonso Cruz Os livros de Afonso Cruz t m um problema Um enorme problema Tenho o h bito de dobrar as pontas das p ginas que de alguma forma me tocam profundamente Fa o isto quando n o tenho um l pis m o No caso dos livros do AC, isto problem tico, porque regra geral acabo com com um livro totalmente reformatado, com um dos cantos dobrado Um conselho de quem aprecia muito o trabalho deste autor t o especial n o dobrem os cantos s p ginas que vos s o especiais Dobrem aquelas que considerem normais O mesmo princ pio para os sublinhados Poupem l pis Garanto vos que ter o menos trabalho, e estragar o menos o livro Flores um deles Se algum dia eu decidir escrever, este autor ser um dos gigantes em cujo ombro farei quest o de me sentar. Um Homem Sofre Desmesuradamente Com As Not Cias Que L Nos Jornais, Com Todas As Trag Dias Humanas A Que Assiste Um Dia Depara Se Com O Facto De N O Se Lembrar Do Seu Primeiro Beijo, Dos Jogos De Bola Nas Ruas Da Aldeia Ou De Ver Uma Mulher Nua Outro Homem, Seu Vizinho, Passa Bem Com As Desgra As Do Mundo, Mas Perde A Cabe A Quando V Um Chap U Pousado No Lugar Errado Contudo, Talvez Por Se Lembrar Bem Da Magia Do Primeiro Beijo E Constatar O Quanto A Sua Vida Se Afastou Dela Decide Ajudar O Vizinho A Recuperar Todas As Mem Rias Perdidas Uma Hist Ria Inquietante Sobre A Mem Ria E O Que Resta De N S Quando A PerdemosUm Romance Comovente Sobre O Amor E O Que Este Precisa De Ser Para Merecer Esse Nome Viver N O Tem Nada A Ver Com Isso Que As Pessoas Fazem Todos Os Dias, Viver Precisamente O Oposto, Aquilo Que N O Fazemos Todos Os Dias


About the Author: Afonso Cruz

Nasceu em 1971, na Figueira da Foz e estudou nas Belas Artes de Lisboa, no Instituto Superior de Artes Pl sticas da Madeira e na Ant nio Arroio escritor, m sico, cineasta e ilustrador.Escreveu seis livros A Carne de Deus Bertrand , Enciclop dia da Est ria Universal Quetzal Grande Pr mio de Conto Camilo Castelo Branco 2010 , Os Livros Que Devoraram o Meu Pai Caminho Pr mio Liter rio Mari


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